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Em muitos aspectos, a vida da paulista Sílvia Almeida, ativista do Grupo de Incentivo à Vida (GIV), pode ser considerada bastante estável. Casou-se com o primeiro namorado aos 18 anos, com quem teve dois filhos e viveu por mais de uma década. A história de amor dos dois recebeu um brusco pontapé quando, em 1994, após 12 anos de casados, o marido de Sílvia foi diagnosticado com aids. Silvinha, como é chamada pelos amigos, resolveu fazer o teste de HIV e recebeu o resultado, também positivo. 

 
De acordo com ela, naquele momento, a maneira como a infecção ocorreu não era tão importante quanto o tempo que ainda tinham juntos. Apesar da dor, ela fez questão de cuidar do seu marido até o fim. “Era uma época em que não havia a quantidade de recursos para tratar de casos avançados de aids como temos hoje em dia. Naquela época, ser diagnosticada com aids era praticamente uma sentença de morte”, relembra Sílvia. 
 
No começo, sentia muito medo dos efeitos colaterais de seu tratamento, mas, com o tempo, estes medos foram desaparecendo ao passo em que ela passava por transformações interiores. Sílvia se tratou, buscou ajuda e, hoje em dia, já com 48 anos, vive uma vida saudável. Faz exercícios, toma seus medicamentos, curte os filhos e adora seu trabalho como ativista pelo Grupo de Incentivo à Vida e pelo Movimento Nacional das Cidadãs PositHIVas em São Paulo, onde vive.  Além disso, é assistente de responsabilidade social há quase 30 anos na empresa Anglo American, onde pode dizer com orgulho, sempre foi tratada com dignidade e respeito.  
 
Entre os muitos aspectos de lidar com o HIV, Sílvia destaca dois em especial: um deles é a prática do exercício. Sílvia – que, rindo, diz já ter alguma experiência em ser entrevistada – lembra de uma entrevista que concedeu à Istoé: “Tive um início de lipodistrofia [acúmulo ou perda de gordura, causada pelo uso de medicamentos anti-retrovirais. Entre os efeitos causados pela lipodistrofia em pessoas soropositivas, os mais visíveis são o aumento da cintura e dos seios, o acúmulo de gordura na nuca e na parte superior das costas e em volta do pescoço, definhamento da face] há cerca de cinco anos. Reverti o quadro com o acompanhamento de uma nutricionista e academia”. 
 
O outro aspecto importante para esta ativista é o uso da camisinha mesmo dentro de relacionamentos estáveis. Tomando seu caso como exemplo, Sílvia mostra que a aids, ao contrário do que muitos pensam, não é uma doença que afeta apenas alguns grupos sociais, “pessoas promíscuas” ou usuários de drogas. Para ela, o maior desafio na luta contra a “feminização da aids” – ou seja, cada vez mais mulheres contraindo o vírus – é conscientizá-las da importância do uso do preservativo até mesmo em relacionamentos estáveis. Afinal, nunca se sabe o que pode acontecer. O mais importante é sempre nos cuidarmos! 
 
É possível conhecer mais sobre a vida de Sílvia Almeida e sua marcante história através dos podcasts publicados no site do Grupo de Incentivo à Vida. O projeto, chamado Segunda Pessoa, fez tanto sucesso que foi dividido em 49 episódios. Acesse http://www.giv.org.br/segundapessoa/index.htm e saiba mais sobre esta incrível mulher! 
 
Informações da Istoé e da Agência de Notícias Aids
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